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[Entrevista] - Carmem Sílvia Gouveia Ferrer, Diretora Pedagógica do Colégio Ruy Barbosa

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A professora Carmem Sílvia Gouveia Ferrer foi nomeada Diretora Pedagógica do Colégio Ruy Barbosa de Iguatu. O trabalho que pretende desenvolver, as mudanças da área pedagógica, as metas e os projetos para 2007, Sílvia conta em entrevista exclusiva para esta edição do Jornal A Praça.

Foto:Arquivo
Professora Carmem Sílvia
A Praça - A senhora esperava ser convidada pela para o Departamento Pedagógico da escola?

Sílvia -
Foi uma surpresa para mim. Entretanto não fiquei envaidecida pensando ser eu a única com capacidade para exercer esta função. O que legitimou categoricamente a minha resposta foi a forma calorosa com que os meus colegas de trabalho receberam a notícia da indicação do meu nome para a coordenação pedagógica. Nunca havia recebido tantos abraços em minha vida. Esta aceitação marcante me fez analisar que minha missão não é simples, nem fácil, mas trabalhando com um coletivo sensível às mudanças e colocando suas esperanças no pouco que tenho a oferecer, vou envidar todos os meus esforços possíveis para favorecer ao ambiente escolar o espírito de liderança, onde a equipe de trabalho seja cada vez mais motivada e comprometida com o bem desta escola que o grande líder “Dr. Edson” tanto amou.

A Praça - Como será para a senhora trabalhar numa escola em que Dr.Edson Gouvêa trabalhou por quase 5 décadas?

Sílvia -
Será um constante chamado ao encontro social e transcendental, permeado por inúmeros desafios com sabor de esperança. Eu sou uma pessoa muito silenciosa, resguardo meus valores para a hora exata quando alguém precisa do meu apoio, palavra ou mesmo meus modestos escritos. Apesar de muita gente reconhecer alguns dos meus dons, sempre os mantive no anonimato. Entre eu e o saudoso “Dr. Edson”, há diferenças enormes no tocante ao jeito de agir, encaminhar as coisas, os projetos ou mesmo entender os desafios da modernidade. Em um aspecto nos assemelhamos: “a paixão pela educação” e isso será suficiente para ir em frente. Confio plenamente que Deus me encaminhará com toda a comunidade escolar, para que busquemos as informações necessárias para que de fato as minhas conquistas possam ser somente as do grupo a que pertenço e deste modo seja sensível o suficiente para ajudar a todos os que passarem por mim a ser melhores e mais felizes no exercício da mais bela profissão que é ser educador.

A Praça - A senhora vai desenvolver um novo projeto pedagógico para a escola?

Sílvia -
O Centro Educacional Cenecista Ruy Barbosa já possui seu Projeto Pedagógico, que ressalta que a preparação para a convivência deve ser inspirada na solidariedade, fraternidade, justiça, respeito ao semelhante, uso da liberdade com responsabilidade e estes são valores imprescindíveis à formação do educando e compromisso de todos os que fazem a escola. Para isto, enfatizarei ao apresentar meu plano de trabalho os fundamentos que este preconiza no tocante a ética, política, respeito, formação cristã, compromisso profissional, visando à excelência na educação, no ensino-aprendizagem, na construção do conhecimento, na construção do amanhã. O Projeto atual elege como fundamento epistemológico o construtivismo sócio-interacionista, onde o aluno deve ser construtor do conhecimento e o professor um facilitador. E assim, através da transdisciplinaridade, interdisciplinaridade, transversalidade, a pluralidade cultural e a contextualização, poderá ser feito um trabalho pedagógico integrado. Não é pretensão minha estar inventando coisas, ou dando uma reviravolta no ambiente eduactivo-pedagógico para dizer que vou “salvar a pátria”. Farei tudo baseado nos documentos que regem a vida escolar ou que se subordinarem à CNEC, nosso órgão maior. Caso consigamos executar as muitas metas que asseguram o projeto pedagógico atual, estarei de fato exercendo o meu papel. A partir de segunda-feira, 02/04, assumirei a coordenação pedagógica, o que para mim será um dia histórico.

A Praça - Falando da escola num contexto geral, a senhora acha que a família está participando mais ou continua distante?

Sílvia -
Cada escola deve ter suas características próprias para conduzir esta situação. A família precisa conhecer a escola do seu filho ou do aluno pelo qual é responsável. Não deve procurá-la apenas nos momentos desagradáveis, por exemplo, quando o aluno é colocado fora de sala ou quando chega a casa com a nota baixa. Ela deve viver cada momento da escola do filho, seja de sucesso ou fracasso. A escola por sua vez deve usar o ‘marketing’ como um princípio por demais salutar, deve escrever incansavelmente sua história, seus projetos e sonhos, a família precisa ser presença viva, participante e sensível às alegrias e encaminhamentos. A escola deve ser geradora de vitórias, experiências e muitas soluções. Não importa que seja na Escola Particular ou Pública a educação não é assunto apenas dos professores e gestores, a família é responsável também pela aprendizagem e crescimento pessoal, intelectual e moral do aluno. Os educadores, junto às famílias, devem ser semeadores de esperanças, de sonhos, de valores e de vida, alicerces capazes de sustentar a nova geração dos jovens que formamos e informamos.

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