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[Entrevista] - Roberto Monteiro, Secretário de Segurança Pública do Ceará

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Na terça, 27/03, o secretário de Segurança Pública do Ceará, Roberto Monteiro, esteve em Acopiara durante mais uma etapa do projeto Governo Itinerante. Entrevistado pelo A Praça, ele falou com exclusividade sobre o caso do capitão Daniel Bezerra Gomes, acusado do assassinato dos dois médicos, Marcelo e Leonardo Teixeira Moreno, na madrugada do dia 17 de março em Iguatu, o projeto ‘Ronda do Quarteirão’, e as avaliações psicológicas a que alguns policiais serão submetidos, dentro da meta do Estado de oferecer a Polícia Cidadã à população.

A Praça - O assassinato dos dois médicos chocou a Região Centro-Sul e o Ceará. Que recomendação o senhor recebeu do governador Cid Gomes para que os crimes sejam esclarecidos e o autor devidamente punido?

RM -
A recomendação que eu recebi foi a de que o caso fosse apurado com a maior celeridade possível e respeitado todo o direito que a gente tem que apurar, respeitando o que as leis mencionam, o que as leis recomendam. E aí esse inquérito, segundo o que me informou o Dr. Dantas, estará sendo relatado para que a gente conheça todo o seu teor.

A Praça - Dadas às circunstâncias do crime e pela repercussão que teve em todo Estado, o senhor acredita que o capital Daniel, acusado dos crimes, será expulso da PM?

RM -
Eu não posso fazer uma avaliação sobre se ele será expulso ou não, porque seria eu me antecipar a um julgamento. E a quem cabe julgá-lo é o Conselho de Justificação, uma comissão composta por três oficiais, que vão examinar o caso, apurar, garantindo ao acusado a ampla defesa, o contraditório e depois decidir.

A Praça - Pela experiência que o senhor tem e diante dos fatos que já foram apurados, o senhor vê possibilidades na expulsão, já que há tanta cobrança da sociedade sobre isso?

RM -
Realmente eu acredito que há uma possibilidade de ele ser expulso sim, uma grande possibilidade, mas não posso afirmar que ele será expulso porque seria eu me antecipar a um julgamento e esse não é o nosso papel, não é a nossa função, não é da nossa competência julgar. Esta competência é da Comissão, ou seja, o conselho de Justificação.

A Praça - O governador Cid Gomes declarou à imprensa no município de Barbalha que serão construídas 50 novas delegacias no interior do Estado. O município de Acopiara, com 50 mil habitantes, está sem delegado. Já existe alguma providência do governo no sentido de resolver este problema?

RM -
Eu já conversei no dia de hoje com o Dr. Dantas, nosso auxiliar sobre esta necessidade de um delegado para Acopiara, já que o quadro é este que você relatou e nós já tínhamos conhecimento. Ele me falou que neste momento, e eu reconheço a verdade do que ele falou, nós não temos condição de conseguir um delegado para o município de Acopiara, e não é por outro motivo, é porque simplesmente não há. Seria tirar de uma outra cidade para atender o município. Então, o que nós vamos fazer é aguardar o término do concurso que está em andamento, para que a gente possa destinar um delegado para Acopiara. O município está em primeiro lugar na lista dessa prioridade.

A Praça - Mediante a repercussão do assassinato dos dois médicos, existe, por parte da secretaria de Segurança Pública do Estado, um olhar diferenciado para a questão dos policiais violentos que estão nos quadros da PM?

RM -
Esse caso nos chamou a atenção para um detalhe que já vínhamos acompanhando há algum tempo, que é o tema da agressividade dos policiais. Nós temos notado os repetidos casos, já nesta gestão de atitudes assim muito agressivas por parte dos policiais. De sorte que já decidimos que vamos passar todos os policiais por ‘testes de agressividade’, por intermédio de profissionais psicólogos, afim de que esses policiais sejam afastados das ruas, sejam reprogramados sob o ponto de vista psicológico, para que eles não constituam uma ameaça para a sociedade, com ações impensadas, ações violentas, pois a finalidade do policial é garantir a segurança da população e não de agredir aos cidadãos.

A Praça - O senhor acha que ainda está muito distante da população ter a polícia cidadã?

RM -
Nós estamos a caminho disso, estamos trabalhando nesta direção. Existe um propósito deste governo, um propósito do Dr. Cid, de garantir ao povo do estado do Ceará, uma polícia cidadã.

A Praça - O governo está completando 100 dias de instalado e uma das principais bandeiras de campanha foi a implantação do projeto de prevenção do crime chamado ‘Ronda do Quarteirão’. Quando o projeto será implantado e de que forma esse projeto poderá chegar também ao interior?

RM -
A ‘Ronda de Quarteirão’ é um projeto previsto para ser instalado neste mês de abril. Este projeto será destinado exclusivamente para a capital Fortaleza e as cidades da Região Metropolitana. Para as cidades do interior estamos providenciando outro tipo de policiamento, por causa do perfil dessas cidades que é diferente. Um deles é o policiamento integrado e dinâmico, que já fizemos duas experiências, em dois bairros na cidade de Sobral.

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