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[Entrevista] - Marcelo Sobreira candidato a deputado estadual pelo PSB

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O município tem dois candidatos a deputado estadual que se propõem a representar  Iguatu e o Centro-Sul na Assembléia Legislativa. O atual deputado Marcelo Sobreira, que busca a reeleição, e o ex-prefeito de Quixelô, José Ilo Alves Dantas. Para saber quais são as metas, projetos e ações, a serem alcançadas pelos dois postulantes, o jornal A Praça foi ouvir Marcelo e José Ilo, numa entrevista exclusiva para esta edição. Mantendo a postura da transparência, da ética e do jornalismo sério e independente, o jornal publica as duas entrevistas no mesmo caderno com espaço igual para ambos e com as mesmas perguntas. Numa eleição que desenha um típico quadro de polarização com o embate da força de dois grupos nas urnas, o leitor tem a oportunidade de conhecer quem está propondo o quê, para quem, quando e como.

“O povo não espere grandes mudanças, pois os chefes políticos não mudaram, só mudou o preço”.

Saneamento

A Praça - Um dos problemas mais graves de saúde pública enfrentados pela população é a falta de saneamento na cidade. Na última campanha para o governo do Estado o atual governador Lúcio defendeu o projeto como um ‘compromisso’ de sua campanha, mas ainda não cumpriu. Qual será o posicionamento do senhor, caso seja eleito, com este pleito da população?

Marcelo Sobreira - O que o atual governador fez foi uma promessa e não um compromisso por que se fosse seria cumprido. A atual administração priorizou perante o governo do Estado foi praças e prédios para poder mostrar o que faz e não saneamento que ninguém ver e sim o predio como eles gostam de aparecer. A nossa posição será fazer ser colocado como programa de governo de Cid e fazer com prestígio político ser execultado como prioridade, querendo ou não a atual administração.

Ensino superior

AP - Um anseio da população de Iguatu, principalmente dos estudantes, é pela Universidade Pública e Gratuita. Este projeto também já foi vendido como ‘produto’ de outras campanhas políticas, mas até hoje não foi cumprido. Quais as chances que o senhor vê de os estudantes conquistarem esse direito? Qual será seu compromisso com esta causa?

MS - A nossa luta pela Universidade Gratuita foi interrompida, quando apareceram papais-noéis iludindo as pessoas com a descentralização da URCA, que oferece cursos gratuitos no Cariri e pagos em Iguatu. Pretendo dar continuidade a essa luta da Universidade Gratuita acessível a todos. Ampliar a velha Uece no Iguatu que parou no tempo e apenas com o novo governo estadual é possivel fazer valer a gratuidade de cursos superiores em Iguatu. Quero com deputado, e não como suplente, que é um deputado pela metade, fazer a diferença nessa empreitada de mudar esse atual quadro.

Saúde

AP - A população de Iguatu, principalmente as pessoas mais carentes, enfrenta sérios problemas com o atendimento em saúde, nos PSF’s, nos dois hospitais e nos serviços: transporte de pacientes, distribuição gratuita de medicamentos e na realização de exames. O que está acontecendo com a saúde dos iguatuenses? Não há recursos suficientes, a demanda é maior do que a procura ou o dinheiro é mau administrado? O que o senhor pretende defender, caso seja eleito para amenizar esta situação? E quanto ao Hospital Santo Antônio dos Pobres, que proposta o senhor tem para reabilitar o seu funcionamento?
 
MS - Na saúde, o principal órgão consultivo foi praticamente instinto, que é o Conselho Munincipal  de Saúde. Hoje quase todos os seus membros têm medo de falar com os ‘xerifes’, pois assim é considerado adversário, e a maioria dos cargos diretivos foram colocados aliados políticos e não técnicos, como o Setor de Atenção à Saúde, de Epidemiologia e outros. E hoje a Saúde fica somente de fazer prédios, porque tem “toco”,  e a assistência de exames, remédio, passagem para tratamento não têm recursos, e o “Saúde mais ‘longe’ de você” do atual governo, não há fiscalização no seu uso pois o gestor municipal é aliado do governo. Hoje, os recursos da Saúde repassados pelo governo federal é de 1,5 milhões por mês, mais os recursos do governo estadual, e tudo piorou em termos de assistência nessa gestão, até com o fechamento do hospital mais querido do povo de Iguatu, o Hospital Santo Antônio dos Pobres, que é o hospital do Dr. Gouvêa, que fez história justamente em um município que tem carência de leitos hospitalares, no entanto o atual gestor fechou esse hospital. Como deputado vou cobrar do novo governo estadual, já que não consegui no atual governo, uma auditoria nas contas da saúde de Iguatu e vamos ver para onde foram tantos milhões repassados para a saúde já que o Ministério Público e a Câmara de Vereadores não estão fazendo seu papel.

Segurança pública

AP - Os iguatuense estão vivendo sob o véu do ‘pânico’ e do ‘pavor’ por causa da falta de segurança. Por outro lado, a delegacia está sucateada, os policiais não têm a mínima estrutura para trabalhar e faltam recursos até para o combustível das viaturas. Se for eleito deputado, como o senhor vai defender melhorias neste setor junto ao governo do Estado?

MS - A questão da segurança tem que haver uma verdadeira mudança não só na campanha política, mas colocar em prática um projeto sério e haver mais investimento financeiro por parte do governo estadual. Não podemos ter um delegado e um comandante policial em cada município recebendo dinheiro de prefeito até para comprar papel. Tem que ter independência dos nossos representantes policiais. Como deputado eleito vou cobrar mais polícias, mais recursos e uma melhor remuneração para os policiais, como já estou fazendo hoje.

AP - Um outro agravante do setor da segurança pública em Iguatu é a superlotação do Presídio Municipal. O senhor também pretende pleitear mudanças e melhorias neste sentido para o presídio local?

MS - É preciso fazer mais presídios regionais para desafogar o presídio local e mudar a estrutura do atual. Tudo isso existe em um novo projeto de segurança.

Desemprego

AP - A população de Iguatu enfrenta sérios problemas com o desemprego. O governo do Estado tem divulgado que a cada seis dias está implantando uma nova indústria num município cearense. Se o município de Iguatu, sendo um dos mais importantes do Centro-Sul, ainda não foi contemplado com esta ação do governo, o que o senhor acha que pode ser feito para que o município também esteja na lista de cidades atendidas com a instalação de indústrias e possa gerar empregos para as famílias?

MS - A última indústria que se instalou nesse município foi quando fui prefeito, por uma imposição nossa junto ao governo estadual, que na época começou com 1800 funcionários. Hoje a Dakota só contrata 800 funcionários, ou seja diminuiu a quantidade de vagas, e depois desses 10 anos nunca outra empresa de fora veio para Iguatu e nem virá se continuar como prioridade só fazer obras físicas. Um governo tem que ter como prioridade geração de emprego. Hoje, não existe essa prioridade no governo municipal.  E para cidade ser contemplada com novas empresas é so vender a imagem do município e ter apoio do governo estadual.

Corrupção

AP - Nas últimas eleições para prefeito e vereador, o município de Iguatu foi abalado por denúncias de corrupção, principalmente da compra de votos. Qual a sua opinião sobre o abuso do poder econômico influenciando diretamente no resultado de um pleito quando é tirado do eleitorado o livre direito de escolher o candidato que considerar mais preparado para governar?

MS - Fiquei feliz com a mini-reforna na lei eleitoral, achando que iria evitar abuso do poder econômico e corrupção eleitoral, que quem devesse à justiça não pudesse ser canditado, nada disso aconteceu. Ninguém até agora no Ceará deixou de ser candidato por que causou improbidade administrativa, por formação de quadrilha. Ninguém que renuciou ao mandato em Brasília ou em qualquer outro Estado está impedido de nada. E as igualdades da disputa que a reforma trazem, não funcionam. Já estou com saudade de camisas e bonés, pois o voto se tranformou em moeda corrente com preço exorbitante que só tem como adquirir os que desviaram dinheiro público ou se for muito rico. O povo não espere grandes mudanças, pois os chefes políticos não mudaram, só mudou o preço.

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