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Matou dois irmãos, confessou o crime e está solto

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O homem acusado de matar dois irmãos em Acopiara está em liberdade. Jonas Souza de Lima assassinou a tiros de revólver os irmãos Genivan do Carmo Araújo, 29, e Sérgio do Carmo Araújo, 25. Os crimes foram praticados no dia 01 de fevereiro, uma sexta-feira, véspera do carnaval, no Pólo de Lazer, na avenida Paulino Félix, no centro da cidade. Segundo depoimento de populares, os dois irmãos estavam sentados num dos bancos da avenida, ao lado do Pólo de Lazer, quando Jonas Souza se aproximou e efetuou os disparos. Sérgio do Carmo de Araújo levou um tiro na nuca e morreu na hora. Genivan do Carmo, atingido à altura do pescoço, foi socorrido com vida para o Hospital Geral de Acopiara, mas morreu instantes depois. O duplo homicídio foi motivado por uma rixa que existia entre o acusado e as vítimas.

No sábado, 02, 24 horas após a ocorrência, Jonas Souza de Lima se apresentou na Delegacia Regional de Polícia Civil, em Iguatu. Ele foi ouvido pelo delegado Hélio Bezerra e confessou os crimes. Inicialmente Jonas negou que tivesse matado os dois irmãos, mas depois resolveu contar toda a verdade. Ele disse no depoimento que estava numa bebedeira com amigos, saiu do local onde estava e foi praticar os assassinatos. Assumiu sozinho os dois crimes. Jonas negou que um motoqueiro tenha lhe ajudado a fugir do local, como foi noticiado anteriormente pela imprensa. No momento do depoimento o acusado estava acompanhado de um advogado. Após ser ouvido ele foi liberado e está solto.

Sem testemunhas

Nossa reportagem conversou por telefone com o delegado regional Hélio Bezerra. Sobre o fato de o homem ter matado dois irmãos e estar em liberdade, o delegado informou que Jonas livrou o flagrante e compareceu à Delegacia acompanhado de um advogado. Segundo Hélio Bezerra, o inquérito ainda está sendo concluído. Ele não descartou a possibilidade de pedir a prisão preventiva do acusado a qualquer momento. De acordo com o delegado, as dificuldades do processo são pontuais em algumas questões relativas com as testemunhas. O delegado disse que mesmo os crimes tendo sido praticados em plena via pública na presença de muitas pessoas, mas ninguém quer testemunhas. Isto, segundo ele, atrapalha o curso de elaboração do inquérito policial.

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