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Alunos são obrigados a paralisar aulas em Quixelô

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Foto:Jeferson Mourato
O aluno solitário em sala de aula é retrato do descaso com transporte escolar em Quixelô
Mais de 580 alunos da zona rural de Quixelô estão sendo prejudicados com a falta de transporte escolar. Segundo José Silva Macedo, vice-presidente do grêmio estudantil e aluno da Escola de Ensino Médio Gonzaga Mota, localizada na sede Quixelô, esse problema já é velho e sempre os principais prejudicados são os alunos do ensino médio que estudam à noite, e os que estudam nas localidades de Mulungu e Gaspar.

O jornal A Praça publicou matéria na edição 293, no dia 04/11, em que foi citada uma mobilização que os alunos haviam feito em frente ao Crede – 16. Eles buscavam esclarecimentos para a paralisação no transporte escolar. Segundo informações dos alunos, o Crede -16 havia dito que era por falta de pagamento dos motoristas, que estava atrasado há 4 meses.

A mobilização aconteceu no dia 01/11, e o Crede -16 havia assegurado que até a segunda, 06, o transporte estaria regularizado. Na quinta, 23, o representante dos alunos procurou a nossa redação com queixas de que o transporte tinha voltado no dia prometido, e quando os alunos estavam retomando às atividades normais, houve outra paralisação dos motoristas, na segunda, 20. Os alunos procuraram o Crede - 16 e foram informados que tudo voltaria ao normal na terça, 21. No dia seguinte os alunos resolveram entrar em greve, quando o prazo dado não tinha se cumprido. O objetivo da greve é fazer com que os poucos alunos da zona urbana que estudam à noite também unam-se para que reivindiquem o transporte e possam recuperar as aulas, para que não fiquem prejudicados.

“Quando chegar ao final do ano, se eles alunos estiverem assistindo a aula, eles vão fazer um jeito de passá-los. Que futuro vai ter um aluno desse quando chegar à faculdade; e se chegar?”, desabafou José Macedo.
O número de alunos dentro das salas de aula está muito pequeno, algumas salas com apenas um aluno, e outras com no máximo 10 alunos.

Nossa reportagem procurou o Crede -16 e fomos informados pela orientadora do mesmo, Célia Freitas, que o Crede não tomou conhecimento de qual é o motivo da paralisação dos motoristas. Ela também disse que o pagamento deles está em dia, e que a SEDUC repassou as verbas para a prefeitura de Quixelô no dia 17/11, e na terça os motoristas receberam o pagamento.

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