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Como é o primeiro dia de aula para um professor

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Com o início do ano letivo são grandes as expectativas por parte dos alunos, que retornam às escolas, para rever e fazer nossos amigos. Mas esse clima de ansiedade também parte dos professores, que durante todo o ano, são os responsáveis em levar o conhecimento e incentivar os estudos. Eles sempre acordam bem cedo, muitas vezes ficam horas de madrugada preparando o material didático. Diariamente eles têm que estar a postos e sempre com o mesmo desempenho para uma convivência amiga com os estudantes e colegas de trabalho. Outro grande desafio do professor é buscar entender cada aluno, sua educação, e o jeito de ser. Até os sábado e muitas vezes os domingos são sacrificados, tudo pelo amor à profissão.

É pensando nesse retorno às aulas que o A Praça publica nessa edição como é o primeiro dia de aula para um professor.

Nossa reportagem foi até uma escola da rede particular de ensino que trabalha com alunos do ensino infantil, a 4ª série. Em algumas salas existem estudantes com necessidades especiais, que mesmo com suas particularidades, são tratados dentro das suas necessidades como um aluno dito normal.

Na sala de aula

“Bom dia! Como estão? Como foram as férias de vocês?”. Com essas expressões, entre beijos e abraços a professora Antônia Edvaneide de Souza Gonzaga* recebe cada aluno que chega logo cedo à sala de aula. A euforia de rever os amigos e fazer novas amizades mostra-se no olhar e gesto dos alunos e da professora. “O início do ano letivo traz consigo muita ansiedade, tendo em vista a nossa preocupação em acolher bem os nossos alunos. Com base nisso é que o nosso planejamento prioriza atividades bastante dinâmicas, onde os jogos e as brincadeiras têm espaço garantido”, explicou Edvaneide, enquanto esperava ansiosa a chegada do restante da turma.

Após a acolhida, todos sentam em círculo no chão para os primeiros contatos. Como a maioria dos alunos já se conhece, os novatos são os primeiros a se apresentarem, meio tímidos aos poucos saem as primeiras palavras. “Sempre buscamos respeitar a individualidade de cada um. É tanto que temos aqui nessa sala um aluno especial, que é respeitado e tratado como todos os outros. Só que não esquecemos de respeitar sua especialidade”, acrescentou.

No primeiro dia de aula os alunos além de terem esse contato com os colegas de sala, aprendem a se auto conhecerem numa dinâmica chamada de Construção da Nossa Identidade. “Aqui está sendo muito melhor do que nas duas outras escolas que estudei. Aqui é bem diferente”, disse o aluno novato, Leonardo Magalhães, recém chegado de Salvador (Bahia). “Eu gosto daqui porque desde o jardim que estudo aqui. Para mim não tem surpresa. E a primeira série tem um nível diferente do que já aprendi. E a professora sempre passa bem os conteúdos”, ressaltou a aluna veterana Séfora Lavor.

Como sempre nas séries inicias existem só uma ‘tia’, maneira carinhosa com que os alunos tratam as professoras. Edvaneide ensina as disciplinas de Português, Matemática, Ciências Sociais, Ciências Naturais e Orientação Humana. Inglês e Educação Físicas são repassadas por outros profissionais. “O dia-a-dia é muito corrido. O tempo que a gente tem para trocar idéias é sempre nos finais de semana ou no fim do expediente. A gente sempre procura trocar experiências, e sempre estar se socializando com outros professores”, disse, explicando o horário normal de um professor que trabalha em dois expedientes por dia.

Expediente

Às 7 horas já tem que está na escola, e sai sempre após o término das aulas por voltas das 11h30. Retorna antes das 13 horas para pegar o segundo expediente de trabalho e retornar para casa depois das 17 horas. “A primeira semana de janeiro foi marcada pela programação da Semana Pedagógica, que teve como objetivo uma reflexão sobre a nossa prática pedagógica bem como repassar a finalidade dos projetos didáticos”, disse, explicando os processos por que passou antes de recomeçar o ano letivo de 2006.

Em relação ao convívio com os colegas professores e coordenadores da escola, Edvaneide disse que tudo se dá num clima de muita cooperação, pois existe a interação de auxiliar sempre onde existe necessidade. “Mantemos sempre um elo de comunicação, principalmente no que se refere às atividades e ações desenvolvidas em cada sala de aula”, completou.

Prática pedagógica

Segundo Edvaneide, a escola sempre busca oferecer novas alternativas de ensino ao alunos, e sempre existem os momentos teóricos de estudos com livros e pesquisa e também o aprendizado na prática, com uso de materiais auxiliares, sucatas, reciclados entre outras fontes de estudos. “Vocês podem ver que nossa sala, além das carteiras, armários e quadro, existem esses locais divididos em cantinhos que chamamos cada um de cantinho das artes, do teatro, da matemática e das ciências, que servirão durante o ano todo de apoio para a nossa aprendizagem”, disse a professora, explicando para os alunos as ferramentas auxiliares de ensino adotadas pela escola.

Já a luta diária em trabalhar com dezenas de estudantes com as mais diferentes de personalidades, Edvaneide explica que usa como método o diálogo, em que chama a atenção em conversa com o aluno, e quando o problema não é resolvido dessa maneira os pais são convidados para um debate sobre os problemas que estão atrapalhando o desenvolvimento escolar. “Não existe essa questão de pôr o aluno de castigo. Uso o diálogo e mostro a ele o porquê que estou chamando atenção dele. Isso ajuda porque a família também pode nos ajudar quando um aluno está com dificuldades no aprendizado. Por isso também é sempre bom a interação família e escola”, finalizou.

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