Lideranças do PSD de Iguatu desconsideram possibilidade de mudança na Câmara com possível recontagem de votos

04/04/2025

A Câmara Municipal de Iguatu (CMI) pode passar por mudanças após a decisão da Justiça que declarou o suplente de vereador Jocélio Viana (PSD) inelegível por envolvimento com facção criminosa e abuso de poder econômico. A sentença, divulgada nesta segunda-feira, 31, também determinou a recontagem dos votos para o cargo de vereador na cidade.

Apesar da decisão da Justiça, membros e lideranças locais do PSD que conversaram com a reportagem afirmam que o partido não perderá a sua representação no parlamento. Eles acreditam que, com os votos restantes, a sigla manterá sua posição entre os partidos com maior número de cadeiras.

Atualmente, o PSD possui quatro cadeiras no parlamento municipal ocupadas pelos parlamentares Sheila Alcântara, Pablo Neves, Hugo Lavor e Alyson Barreto. Contudo, com a exclusão dos votos de Jocélio, a sigla pode perder uma vaga, o que alteraria a configuração da Câmara. A recontagem considerará o total de votos válidos, os votos por partidos e a quantidade de vagas disponíveis, podendo levar à redistribuição das cadeiras. A Justiça Eleitoral, por meio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode informar o andamento da recontagem de votos ao longo da semana.

A recontagem, caso se concretize, será feita pelo cartório e a Justiça da 13ª Zona Eleitoral, em audiência pública. No entanto, somente com trânsito em julgado do processo, pois cabem recursos.

Saiba mais

Jocélio Viana, que recebeu 770 votos nas eleições do ano passado, não foi eleito diretamente, mas estava na terceira suplência de seu partido, o PSD. Com a decisão judicial, os votos que ele obteve foram anulados. A recontagem exclui esses 770 votos, o que pode impactar diretamente a distribuição de vagas na Câmara Municipal.

Resposta

Jocélio Viana se manifestou nas redes sociais. E disse ainda está analisando se recorrerá da decisão. Ele afirmou ainda que a decisão judicial foi equivocada e sem provas. O político explicou que, durante o período de campanha, muitos candidatos mantêm relações com diversas pessoas, mas ele desconhecia qualquer vínculo com facções criminosas. Segundo ele, não houve concretização do apoio que a Justiça alega ter sido prometido durante a campanha.

 

 

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