As dificuldades de ir e vir no Centro de Iguatu

27/01/2024

A coluna desta semana atende aos diversos leitores que nos pediram para falar sobre a desordem, a falta de fiscalização e a ausência do poder público nas vias urbanas de nossa cidade.

A utilização da palavra “desordem” é pelo fato de que seja, com certeza, a mais apropriada para o que vem acontecendo há muitos anos nas calçadas do centro de Iguatu. Quem utiliza a galeria que liga as ruas Floriano Peixoto e Agenor Araújo tem muita dificuldade de trafegar em razão dos inúmeros comércios estabelecido no passeio público, e nas calçadas que margeiam aqueles logradouros, configurando um verdadeiro absurdo para os comerciantes e populares, os primeiros por terem na frente dos seus comércios pessoas concorrendo no mercado sem nenhum pagamento de alvará, impostos entre outros, e o segundo pela dificuldade de locomoção.

Ainda na mesma situação ou até pior é a Rua Agenor Araújo, onde foi construído inúmeros espaços para abrigar os vendedores que historicamente utilizam as calçadas e até parte da rua para comercializar seus produtos, enquanto os espaços edificados com dinheiro público permanecem grande parte fechados ou servindo como eles mesmos dizem, de depósito para a guarda das mercadorias.

Para não ficar só nessa bagunça aqui já detalhada, existe uma pessoa que iniciou a venda em uma calçada da Escola Carlos de Gouveia fez um “puxadinho partindo do muro com uma lona e agora já expandiu para uma vaga de veículo no estacionamento ao lado da calçada.

É importante ressaltar aqui que não estou realizando nenhuma crítica ao trabalho, até porque creio que a cidade precisa que as pessoas trabalhem e na falta de geração de emprego, certamente essa é sem dúvida uma opção para quem precisa sustentar a família de forma digna. O que trazemos aqui é a necessidade de se cumprir o objeto da construção daquele imenso espaço destinado justamente para atender esse tipo de trabalhador, e que infelizmente encontra-se subutilizado na sua verdadeira missão, sem que se possa tomar nenhuma medida para a resolução da situação.

Para os visitantes de nossa cidade quando transitam pelo centro, a imagem que é apresentada sem dúvida alguma é de uma cidade sem organização, regramento ou porque não dizer sem organização e preocupação dos gestores com a sua saúde urbanística.

Destacamos ainda que esse problema é tão antigo que até nos parece enraizado nas gestões, as quais insistem em não enfrentar de forma a desocupar as vias urbanas propiciando mobilidade de qualidade, e ao mesmo tempo oportunizando espaços de trabalho para essas pessoas, que certamente não podem e nem devem ocupar os espaços destinados à circulação de pedestres e até veículos.

Por fim, nos parece que ao longo dos anos os nossos gestores e somente eles, não conseguem ver como isso é prejudicial ao desenvolvimento urbano da cidade, levando-nos a crer que ainda somos uma cidade verdadeiramente PROVINCIANA.

Na próxima semana falaremos sobre a implantação do transporte coletivo em Iguatu, que mais uma vez teve o prazo de instalação descumprido. A quem interessa essa ausência? Quem se beneficia dessa situação? Quem são os verdadeiros prejudicados? Quem pode contribuir com a população para essa implantação?

Boa semana e até breve!

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