Na sessão desta quinta-feira, 09, da Câmara Municipal de Iguatu (CMI), foram aprovados seis projetos enviados pelo Executivo. Entre as pautas deliberadas estiveram três projetos de doações de áreas públicas a associações religiosas, reestruturação organizacional do funcionalismo e convênio com a Associação Desportiva Iguatu (ADI).
Desportistas acompanharam a sessão quando foi votada a mensagem que autoriza o município a celebrar convênio com a Associação Desportiva Iguatu (ADI). Ponderando fatores como alto custo de manutenção, mas com retorno em exposição na mídia e aquecimento do comércio de serviços, o presidente da ADI, Alberto Lima, justificou o montante. “O futebol é um esporte de alto custo por ser profissional. Apesar de que há muitos voluntários abnegados fazendo acontecer. A ADI caminha para 11 anos figurando no cenário estadual com grandes conquistas, movimentando a rede hoteleira, comércio de ambulantes, gerando emprego e renda. Sem contar o papel social, pois aqui revelamos valores e incentivamos a prática do esporte que é paixão nacional”, ressaltou Lima.
O convênio de R$ 250 mil foi aprovado por unanimidade e deve ser repassado em duas parcelas para a equipe que disputará a primeira divisão do estadual em 2022.
Ainda foram votadas também unanimemente a reestruturação do Conselho Municipal da Saúde, e a carga horária nos cargos de provimento efetivo.
Havia a expectativa para que a pauta do ano fosse limpa já visando ao início do recesso parlamentar, mas diante do não consenso de bancadas, algumas mensagens ficaram para serem apreciadas nas próximas semanas.
Acirramento
O repasse de áreas públicas institucionais foi votado sob um clima acirrado entre as bancadas. Somadas todas (5mil m²), as áreas estão distribuídas em bairros como Santo Antônio, João Paulo II, Cajueiro, Vila Moura e Centro da cidade. Tendo a abstenção de cinco votos da bancada de oposição, os projetos foram aprovados pela totalidade da base aliada do prefeito na casa, hoje formada por 12 vereadores.
O repasse envolve nove áreas territoriais e um equipamento público, sendo direcionados à Associação Comunitária Desenvolvimento de Iguatu (ACDI) e Associação Evangélica Bom Samaritano. Entre as cláusulas estão a reversão do repasse para o poder público, caso não ocorram as edificações de igrejas e obras sociais em prazos de até dois anos. “Quero não acreditar que a polêmica criada seja em cima de um preconceito com a comunidade evangélica. Diversas áreas e muito maiores por sinal foram repassadas ao segmento católico e instituições privadas e nunca houve esse sentimento. O benefício não é um favor, e sim uma justiça ao trabalho social que essas instituições promovem ao longo de sua história na cidade”, disse Rubenildo Cadeira (Republicanos), vereador vice-presidente do legislativo e também pastor evangélico.
Único equipamento a ser repassado será a antiga creche Maria Ilma, no Bairro Santo Antônio. O projeto da comunidade religiosa prevê a transformação do local em um berçário voltado para comunidade. “O que lamentamos é a ausência de políticas nesses espaços onde o poder público deveria atuar, seja reativando ou construindo”, discursou Lindovan Oliveira (PSB), líder de oposição.
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