Eu não sei bem ao certo como seria possível manter uma conversa sadia e honesta sobre política, com os que pensam diferente. Não se trata exatamente da divergência de ideias, mas do uso absurdo de uma verdadeira enxurrada de falácias perpetradas pela ressentida linha canhota (sempre vil e pífio em seus intentos).
A direita peca ao respeitar, sob a desculpa de “liberdade ao pensamento opositor”, os ataques que a esquerda sempre cansou de executar. Entretanto, a direita, sempre passiva e inerte, ao calar-se acaba por, nisso, ser conivente com a supressão do pensamento que esta sempre sofreu por parte da esquerda. Ponto para a esquerda mais uma vez.
O domínio esquerdista sujeitou os direitistas de modo a se culpabilizarem pelas idiotizes proclamadas pelo marxismo cultural, gramscismo, freirismo… e por aí vai. O direitista lembra aquela mulher submissa ao marido opressor que a culpa pelo jantar ainda não posto à mesa.
Porém, perceba, caro leitor, que quem brada vitimismo; que julga ser atacado, perseguido, injustiçado é, para maximizar o absurdo, o próprio esquerdista! Ora, ora! Aonde mais eles querem ocupar espaço? Em Marte? Estão, como baratas, desde todo recanto fétido de casebres de revolucionários (desses que não conseguem colocar o lixo pra fora para, com isso, ajudar a mamãe e, de uma só tacada, melhorar o mundo ecologicamente), até porões de mansões milionárias de Caetanos e Chicos da vida.
O pensamento ideológico da esquerda conseguiu mais do que angariar manipulação massiva; conseguiu fazer com que direitistas se sentissem culpados pelas bobagens que eles (os canhotos) criaram no decorrer das décadas de poder absoluto da esquerda no nosso país. Conseguiram convencê-los de que tem dívidas históricas; de que são opressores; de que são maus; de que são racistas; de que são homofóbicos; de que são misóginos… de que não há bem algum para baixo da linha imaginária da bondade inerentemente esquerdista.
Não foi à toa que chegamos a este decrépito estado de coisas na nossa atualidade. Na década de 1990, já observávamos o germinal crescimento dessa decadência de agora quando, à época, intelectuais levantavam estudos dignos de roteiro de esquete de um programa humorístico qualquer. Isso se mostra quanto aos ataques do governo atual onde, por não ser de esquerda, por mais que tome medidas acertadas, é visto como um “desgoverno”, levando o chefe do Executivo a epítetos indignos como, por exemplo, a alcunha de “genocida”. Stalin, idolatrado por eles, que matou milhões, não é visto como genocida (estranho, não?!). Claro, o comunismo e o socialismo sempre foram do bem, não é verdade?!
A trave nos olhos dessa gente parece nunca vislumbrar uma remoção. A reconciliação com o uso da verdade anda longe de ser uma intenção desses senhores. Ao contrário: almejam recuperar o poder da era petista como uma criança anseia por um doce. Para tanto, não medem esforços. Em nome disso, vale qualquer coisa, inclusive pulverizar a sociedade em microscópicas tribos infindas onde, para cada molécula tida como órfã, a esquerda acolha debaixo dos seus tentáculos ágeis.
A direita precisa parar de ser complacente com esses senhores pois, onde eles reinam, massacram a direita de maneira a não deixá-los falar, pensar, agir, respirar… existir dignamente atuante.
Cauby Fernandes é contista, cronista, desenhista e acadêmico de História
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