Moradores do Bugi reclamam da demora no recolhimento de podas de árvores em vários locais do bairro que estão funcionando como pontos irregulares de descarte de lixo. Um deles fica na Rua Irineu Moreno. Quem mora na via enfrenta problema recorrente relacionada ao serviço de limpeza e da retirada de podas de árvores. Situação não diferente de outros pontos do bairro.
Na Alfredo Alves, segundo moradores, troncos e palhas de coqueiro foram retiradas esta semana pelo sistema de coleta de podas da Prefeitura, mas demorou cerca de três meses para ser retirado. “Não sei por que demora tanto o serviço de retirada de podas. Era para passar igual o carro do lixo, que passa três vezes no bairro. Mesmo assim ainda tem gente que joga lixo fora de casa todo dia”, destaca a doméstica Cícera Marcelino.
“Tem uma pessoa aqui no bairro que sai tocando fogo nessas folhas secas. Além da fumaça, quando dá uma ventania, as cinzas vêm tudo pra dentro de casa. A gente limpa e quando olha pra trás tudo sujo de novo. Não podemos nem abrir uma janela, deixar uma porta aberta. Essa semana tocaram fogo novamente, mas foi mais pra cima”, acrescenta Cícera, afirmando que no bairro quase não há movimento de veículos nas ruas, o mato crescido em alguns trechos põem em risco a nossa segurança. “A gente tem medo até de abrir uma porta, as pessoas chegarem à noite em casa e ter pessoas escondidas nesses matos crescidos. Tem muito terreno também particular que os donos não cuidam. Aumenta o risco pra gente”, afirma.
Ratos, baratas, escorpiões
A dona de casa Maria Rocha reclama também que além de entulhos, carroceiros trazem resto de construção e podas de árvores e jogam em qualquer lugar nas ruas do bairro. “Eles não podem ver um terreno, uma esquina e até mesmo na frente das casas e jogam entulhos. A gente reclama, mas eles não respeitam”, denuncia.

O comerciante Jairo Castro tem um comércio no bairro, na estrada que dá acesso a Gameleira e outros sítios vizinhos. Mesmo com esforço de manter a limpeza do local, “Muitas pessoas acumulam restos de podas e lixo, que são jogados por moradores de outras ruas e dos sítios. A pessoa passa aí de carro, de moto, traz lixo de casa e joga aí. O acúmulo do lixo traz mau cheiro, e muitos ratos, baratas e insetos. Já matei escorpião dentro de casa. A Prefeitura retira o lixo. Tinha até uma placa proibindo jogar lixo, mas foi tirada. Acho que a culpa maior é das pessoas mesmo. Que deixem o lixo nas suas portas e não na da gente”, lamenta Jairo.
De acordo com moradores, o sistema de coleta de lixo passa pelo menos três vezes por semana no bairro, mas o de capina e remoção de podas e entulhos demora, e quando é realizado não contempla todas as ruas do bairro.
Sem resposta Nossa reportagem procurou a Secretaria de Infraestrutura de Iguatu, assim como o setor de comunicação da Prefeitura, mas até o fechamento da edição não obtivemos respostas.
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