No que eles estão pensando: imagem pessoal ou em vidas?!

09/05/2020

Nipônico Bezerra

Vivemos dias difíceis, ocasionados pela disseminação desse novo vírus (Covid-19), que trouxe mudanças repentinas em nossas relações socioeconômicas!

Estamos na égide de uma medida de restritiva de nosso direito de ir e vir (quarentena), isso é compreensível e recomendável, devido à fácil disseminação desse agente infecioso, que se dá entre os seres humanos, em especial, pelo cumprimento cordial e fluidos microscópicos expelidos quando falamos ou espirramos.

Mesmo diante de todo esse cativeiro psicológico, porém necessário, pelo qual estamos passando com as nossas famílias, devido a essa abrupta mudança de hábitos, que tem desencadeado várias doenças psicossomáticas (depressão, ansiedade e estresse), sem contar as centenas de mortes ocorridas, até o presente momento, que fustigam ainda mais os nossos ânimos, pois quem não tem um parente do grupo de risco na família? Ou quem garante que não estamos dentro desse grupo?

Pois é, são preocupações por cima de preocupações, mas o que tem me deixado inquieto é a forma como procedem os municípios pequenos, onde casos ainda não são tão preocupantes, mas que já são registrados, os gestores municipais, junto aos governadores, foram até o STF (Supremo Tribunal Federal), para se estabelecerem como autoridades legitimadas, para decretarem essas medidas restritivas ao direito de ir e vir da população, então, após vitoriosos, se estabeleceram, e decretaram medidas de restrição da liberdade, em nome da vida e do bem estar da população!

O cidadão comum não tem conhecimento sobre como funciona a coisa, mas é assim: o prefeito para enfrentar uma pandemia tem que comprar insumos (EPIs, ventiladores, dedetizar ruas, pagar extras e etc.) de forma rápida, sem licitação, mas ele só consegue flexibilizar a lei, se houver decretado calamidade pública!

Pois é, vários municípios decretaram suas calamidades, receberam vultosas quantias de recursos públicos, e ao invés de exercerem suas autoridades, fiscalizando e multando quem for pego desobedecendo seus decretos, estão simplesmente exercendo “autoridade virtual”, ameaçando de prisão, cassação de alvará e etc., mas no plano da realidade não se têm visto muitas ações repressivas de fato!

Senhores Prefeitos, eu sei que estamos em ano eleitoral, então decidam por suas imagens públicas ou pela vida, percam o medo de perder votos! Sé é para gastar tanto dinheiro, então que se gaste de forma eficiente e responsável: fiscalizem! Multem! Exerçam autoridade! Botem a mão na consciência, de que adiante gastar tanto com a compra de EPIs (equipamento de proteção individual), contratação de médicos e enfermeiros; mobilizar servidores de outras pastas, como trânsito e guardas municipais, se vocês não estão conseguindo sequer evitar aglomerações, em baixo de seus narizes, em frente a bancos e casas lotéricas?! Corremos o risco de que todo esse dinheiro seja jogado fora, caso as aglomerações continuem!

Essa conta mais à frente iremos pagar, a sociedade tem que abrir os olhos agora, em especial, os servidores públicos que irão ficar sem direito a reajuste por 18 meses, devido à ajuda financeira da União aos Estados e Municípios, aprovada pelo Congresso!

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