As quadrilhas juninas desenvolvidas junto às comunidades escolares são símbolos de manutenção da tradição nordestina. Em Iguatu, antecedendo o período das festividades juninas, muitas escolas desenvolvem atividades de dança e estimulam ou mantêm quadrilhas juninas.
Na Penha, na Escola Maria Selvita Bezerra, estudantes estão na maratona de ensaios desde que foi instigada a retomada este ano da quadrilha Paixão de Menina, que inicialmente teve sua origem no bairro Fomento, atualmente conta com brincantes de diversas comunidades, entre eles os jovens Rihanna Macedo e Vitor Emanuel, que estão empolgados com os ensaios. “Está sendo muito bom. Uma experiência muito boa de reviver isso novamente, já que dançamos no passado. Diante do nosso esforço está sendo até fácil, estamos conseguindo pegar no ritmo que é para ser, fazendo os passos. O coração fica a mil, já pensando em entrar em quadra para se apresentar. Vai dar tudo certo, se Deus quiser”, comentou a estudante Rihanna Macedo.
É o que pensa também o jovem Vitor Emanuel, que está empolgado com a participação no grupo junino da escola. “Como disse Rihanna, vai dar tudo certo, isso porque estamos com os melhores brincantes de quadrilha junina do Iguatu, o Maninho nosso puxador, Flávio e Ivan, não tem como dar errado, é bem mais fácil estando perto deles. Essa turma é a melhor turma que tem de quadrilha do Iguatu. Vamos dar um show”, complementou Vitor.
A Junina Paixão de Menina retorna aos festejos juninos depois de um período parado. O A Praça acompanhou um dos ensaios que acontecem na quadra da Escola Municipal Maria Selvita Bezerra, na Penha. A parceria da escola com o Instituto Iguatu foi fundamental para essa retomada. Por lá, todas as segundas, quartas e sextas os alunos se reúnem para os ensaios.
Emoção e empolgação
A emoção é sentida pelo puxador junino Maninho Tavares, que fala desse momento de retornar à quadra para ensaiar com os estudantes. “É o muito importante, é bom porque estando aqui com eles, estamos vivendo o que a gente já passou. A gente tinha essa quadrilha que é a Paixão de Menina, na escola Luiza Bezerra de Souza, eu era o marcador também, inclusive a gente já foi tri campeão do Festival Junino Escolar, três anos seguidos. E estando aqui com eles na Penha caiu a ficha todinha de novo. Se Deus quiser vamos chegar junto novamente e sair campeão. É emocionante, a gente não tem nem o que falar com essa criançada aqui empolgada, participando com vontade”, disse.
Para o diretor escolar Ricardo Amorim, “Esse projeto tem sido muito importante para o envolvimento de nossos estudantes, mas não é só a questão do estar participando da quadrilha pra dançar, mas eles têm também o acompanhamento também dentro da sala de aula. Eles precisam de ter boas notas, frequência escolar, bom comportamento, aprendizado, tudo é somado para que cada um esteja no grupo. É um momento importante porque esse projeto de resgate popular das quadrilhas juninas através do Instituto Iguatu tem sido importante na formação e conhecimento desses estudantes”, pontuou.
Ivan Silva, coordenador do grupo junino, também falou sobre esse momento de retomada de ensaios com as crianças. “Para mim é gratificante estar retornando porque desde 2019 eu não participativa assim ativamente. É uma satisfação enorme está junto com o grupo e também me reciclando, aprendendo e ensinando e o melhor poder estar trabalhando com crianças, é super interessante, a atenção, o jeito que eles lidam com a gente, como estão aprendendo e a gente também”.
Parceria
Por meio da parceria Instituto Iguatu e Escola Maria Selvita está sendo possível retornar com a quadrilha escolar Paixão de Menina, como destaca o presidente do Instituto Flávio Chagas. “Para o Instituto é um desafio novo. Começamos um pouco atrasado, tivemos reuniões, os pais aceitaram, as crianças estão bem participativas e está sendo uma satisfação e alegria. Agora é correr contra o tempo, ensaiar, correr atrás de recursos porque para manter um grupo junino requer investimentos. Essa quadrilha tem uma história muito grande. E perceber também a participação dos alunos, apoio da escola, dos pais. É uma felicidade muito grande porque ensina pra eles desde cedo ter responsabilidades e manter essa nossa cultura nordestina”, disse.
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